25 março, 2012

E o vento levou, nem acredito quando penso nesse assunto, não acredito que foi essa a minha reação, mas eu simplesmente deixei o vento levar. Carregar com ele o que lhe pertencesse, mas não voltou, foi, eu deixei que levasse, por inteiro já que da minha parte não restava nada. Hoje ainda dói, esse buraco semi-aberto no meu peito, que eu não sei como curar, ou se ao menos cura. Se esse vento que levou um dia traz de volta. Tem que vir, tem que haver um jeito, a final sempre me dizem, as dores sempre terminam, nada vai ficar assim, mas não sei até quando, não sei se aguento. Esse buraco é um dos muitos que estão aqui, sem destino. Esse tapa-não tapa é difícil, olhar para esse tanto de remendos, não sei nem diferenciá-los, mas sei que ainda dói, de vez em quando um ou outro arrebentam e trazem aquele mar de dores que de imaginar um dia eu aguentei. Não sei de onde tirei forças e nem de onde ainda tiro para manter-me em pé como se nada estivesse acontecendo. Hoje esse vento passa na minha janela, mas eu não deixou que entre, não deixo que me faça companhia, eu não quero que pense que tenha um espaço só dele, em algum canto em mim. ... Estou surpresa, o efeito ainda não passou. Logo eu, que apego-me às coisas tão facilmente deixei que fosse, sem dar nenhuma satisfação, sem que segurasse alguma ponta. Mas como dizem, o que não te pertence nunca faz falta, então, que assim seja e permaneça.

Ariane .

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Ariane Rodrigues, 18 anos,canceriana, romântica nata, curiosa, confusa, intrigante e cheia de irônias. Louca pela família e amigos .Futura jornalista, ama ler, ouvir músicas do tipo que acalmam a alma. Apaixonada por moda e pela Demi Lovato ♥.

  

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