30 abril, 2013

Há dias que eu não passava uma noite como essa... Sabe quando você vai deitar e começa a pensar em tudo que está acontecendo? Então, a insônia veio me visitar, e com ela uma dor, a mesma dor que me assombrava nas noites de muito calor e pouco barulho, nas noites em que você já não estava mais ali comigo. Eu acredito que tudo que acontece tem uma razão, e a nossa foi aprender que certas coisas não merecem ter volta, segunda chance... As pessoas tem essa mania de insistir naquilo que não existe; dar valor depois que perde; gostar do que não tem e de correr atrás de quem não te quer bem, é clichê, eu sei...
Com tantos planos, incertezas e suposições eu cheguei a uma conclusão: “Eu gosto de você, gosto muito. Não consigo evitar. Gosto e acabou. Mesmo que eu tente fingir, fugir ou esconder, esse sentimento permanece aqui, se cultivando dentro de mim. E eu tentei ofuscar esse sentimento, tentei, mas é só te olhar para tudo voltar em uma intensidade ainda maior... Pode falar o que quiser que eu não ligo. Confesso que não queria sentir tudo isso, e que eu tive medo de me entregar, e se for pensar bem, eu estava certa... Você é tão confuso, complicado e meio termo. EU ODEIO meio termo, gente em cima do muro... ODEIO ficar no chove e não molha. Ou é 8 ou 80”.
E por qual motivo eu me apeguei tanto? Você não é o cara do tipo protetor, carinhoso ou de atitude. Odeio tanto esse seu jeito, e de tanto odiar acabei gostando, ironia né?
Eu vou deixar você ir embora, e prometi para mim mesma que eu não iria chorar, e muito menos carregar mágoas de você. É isso, com pontos finais ou até vírgulas, o nosso caso eu já entreguei para o tempo resolver por nós... Ah, e nessa mesma noite eu percebi que a culpa de tudo isso é minha, por ter colocado tanta intensidade aonde não tinha, ter esperado muito por quem não fez nada, e por ter dado valor para quem nem ao menos sabia o que era isso. Eu me enganei, criei muitas expectativas e me iludi. É como se eu soubesse que a gente não ia dar certo, mas procurava de alguma maneira achar um motivo para mostrar para mim mesma que eu estava errada, qualquer atitude errada eu inventava explicações, e quando me fazia algo bom eu imaginava ser a melhor coisa do mundo, mesmo sendo algo tão simples e pouco para mim.
Mas, ainda bem que existe outros dias e isso tudo vai passar de alguma forma, vai chegar outras pessoas, enquanto outras vão embora. É a lei da vida, e eu tenho que me acostumar. O que não dá mais , é para permanecer no erro e ficar nesse estado “masoquista”, porque estar com você é pedir ou procurar sofrer , e eu sei, sei que estava sozinha nessa relação, e para ficar sozinha, que seja para ser feliz, e depois de quebrar tanto a cara aprendi a me amar em primeiro lugar, e nesse meu novo relacionamento comigo mesma, não tem espaço para você.

Maria Luíza Facholi

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Ariane Rodrigues, 18 anos,canceriana, romântica nata, curiosa, confusa, intrigante e cheia de irônias. Louca pela família e amigos .Futura jornalista, ama ler, ouvir músicas do tipo que acalmam a alma. Apaixonada por moda e pela Demi Lovato ♥.

  

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