29 julho, 2013

Superficial, esse deveria ser o seu nome sem dúvida alguma. Aliás, o mérito de me levar ao fundo do poço foi todo seu, e é esse mesmo mérito que você estufa o peito e sai dizendo para todos, como se fosse um troféu. Logo você, com essa cara de menino, conseguiu me levar para o fundo até eu não conseguir sair mais de lá. Mas já dizendo sobre o fundo do poço, aqui vai bem, obrigada. Pelo menos vai melhor do que essa sua vida de máscaras, bebidas e cigarros, aqui é bem diferente. Talvez eu considere um lugar tão diferente por você não estar, e não vai me dizer que aí, logo aí que você se encontra todas as noites, você não sente falta da minha presença... Vai negar? Vai negar que você sente falta das Quartas-feiras em casa à tarde “vendo TV” ou brigando pelo mesmo motivo de sempre, e disputando quem tinha mais ciúmes um do outro? Não negue para você. Não disfarce que eu fui e ainda sou a melhor coisa que apareceu para você, assim como você foi para mim. Mas você quis assim, pediu e implorou para chegarmos a tal conclusão. “Talvez eu nunca o supere, mas se eu superar o hábito de ficar sem ter o que falar, com as mãos tremendo e o coração fazendo festa, toda vez que ele aparecesse, já seria o bastante.” Sabe, eu queria aproveitar a brecha, e dizer que eu não acredito nesse amor repentino por ela, sem contar que eu não vejo nada nela que você dizia gostar em uma menina. Mas espero que ela lhe faça sofrer um bocado, porque já dizia minha mãe “chumbo trocado não dói”. Nesses detalhes (pequenos) que me fazem ter raiva de você, eu queria entender por que eu ainda sinto essas malditas borboletas no meu estômago quando alguém fala seu nome, ou então quando eu te vejo. Você saberia me explicar? Eu já tentei te matar, e de tantas tentativas mal sucedidas, acabei matando a mim mesma. Matei aquela que tentou fugir do abismo, mas você sem choro nem vela, fez questão de me jogar. A dor ficou, e não me deixa em paz. Eu não consigo me lembrar sem ter um ardor mostrando que tem coisa aqui ainda, mesmo que seja só uma mágoa ou um arrependimento de não ter sido diferente, e ainda assim, pensar que, para mim, a melhor saída é fingir não sentir nada. E eu sinto? Sinto o quê? Não sei decifrar o que você causou em mim. Às vezes a saudade bate, mas saudade do quê? Da parte das brigas, que quando você virava as costas e se deparava comigo pedindo para voltar? Ou da parte em que você dizia que me amava e eu acreditava (como todas as outras vezes)? E você? Tem saudade de que parte? A parte que me colocou nesse lugar sem você ou na parte em que arrumou um estepe para disfarçar os sintomas que eu ate hoje lhe provoco? Como se um coração quebrado pudesse se recompor a cada vez que você quisesse aparecer, a cada vez que você dissesse que sente saudade. Dizem que o amor cega, mas só quando realmente nos deixamos levar por cada desculpa. E agora quem manda sou eu, quem dita as regras sou eu, e cara, você não vai brincar comigo de novo. A reza pode ser forte e a macumba também. Mas vai tirando seu cavalinho da chuva, eu aprendi a lidar com você, mesmo porque você nem mudou, tá fácil. Não adianta vir com frases prontas e atitudes clichês, eu mudei, e você não sabe e nunca vai saber o que se pensa dentro de mim agora. E não perca seu tempo indo atrás de mim no lugar em que você me deixou da ultima vez, foi difícil, mas eu sai de lá! “Porque é de costume você querer sumir, quando não me vê pedindo pelo seu amor”. E poxa, você ainda não sabia que quem tem muito um dia acaba perdendo? Pois é, isso serve para você. Não posso dizer que foi fácil enterrar você da minha vida, e sair assim sem poder dizer na sua cara que ainda era tempo de você se tocar da burrada que fez. Mas seu tempo acabou, aliás, acabou faz tempo e quem ficou fazendo hora extra aqui, fui eu! “Você adorava meu sorriso, pois bem, é o que você vai ver a cada vez que me encontrar, porque é ele o começo de tudo, o começo da parte em que eu escrevo em como você se sente arrependido por perder a melhor pessoa que você tinha, e por pura burrice.”

Maria Luíza Facholi 

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Ariane Rodrigues, 18 anos,canceriana, romântica nata, curiosa, confusa, intrigante e cheia de irônias. Louca pela família e amigos .Futura jornalista, ama ler, ouvir músicas do tipo que acalmam a alma. Apaixonada por moda e pela Demi Lovato ♥.

  

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