27 dezembro, 2013

"Eu sempre te avisei pra não deixar esse sorriso tão solto por ai, eu sempre te alertei que o mundo ia além desses muros enormes que te cercam, e que a bondade era coisa rara ultimamente. Eu te avisei menina, me segura dentro de você, em dias como esses, não vale a pena amar, ou até mesmo ser amada. Amor, gera decepção, gera sofrimento, e no fim, tudo sobra pra mim, é a mim que você tortura no final, é a mim que cabe sentir a dor, é por mim que passa o peso de cada lagrima sua. Sou eu que estou do seu lado quando a gravidade te puxa de encontro com o chão, enquanto você chora, igual uma criança, com medo, ah minha menina, sou eu que aguento tudo isso com você.
Tamanha queda não foi por falta de aviso, não é mesmo? Todas as noites eu tentei distrair sua mente, com alguma historia de terror, eu sabia o que fazia, historia de terror é menos assustadora que uma historia de amor escolhida a dedo. Eu deixei recados em cada canto desta casa, te lembrando que amor próprio, que amar o que se tem por dentro é mais valioso, do que se entregar pra um cara qualquer com o sorriso amargurado e o cabelo gorduroso. E mais uma vez, você se atirou ao trânsito em pleno sinal verde, você se deixou levar uma rasteira, e trombar com todas as portas desse tal amor completamente fechadas pra você, e como sempre você não parou pra pensar em mim. 
Mas ao contrário deles todos, eu ainda vou estar aqui amanhã, sou eu que realmente vou te ajudar nesse capítulo chamado dor. E em uma próxima, tenta pensar em mim, pelo menos um terço do que eu penso em você. Eu sei, que é coisa de segundo mundo tentar controlar sentimento, e não te peço pra não amar, e muito menos que um caso de amor é bobagem, mas ninguém nunca parou pra contar como as coisas são daqui, ninguém nunca parou pra dizer como a gente se sente, como o trabalho mais pesado fica com nós mesmo. Por fim, fica bem menina boba, fica forte, não se culpa, só entende, a gente não escolhe o amor, o amor que um dia escolhe a gente."

                                                                                                                 Atenciosamente, seu coração.

Luana Silva, 17 anos, pisciana e quase gente grande. Um quase-rascunho de sentimentos, que acredita em qualquer palavra pura trazida pelo vento. Mais uma daquelas com fé em um amanhã quase-perfeito.

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Ariane Rodrigues, 18 anos,canceriana, romântica nata, curiosa, confusa, intrigante e cheia de irônias. Louca pela família e amigos .Futura jornalista, ama ler, ouvir músicas do tipo que acalmam a alma. Apaixonada por moda e pela Demi Lovato ♥.

  

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